A falta de dragagem de manutenção na hidrovia do Rio Tapajós pode provocar um impacto de até R$ 850 milhões na cadeia produtiva, segundo estimativa de entidades do setor. O alerta consta de um ofício encaminhado nesta sexta-feira (28) ao Ministério da Agricultura e Pecuária, com pedido de mobilização do governo federal para garantir a navegabilidade da via.
Liderado pela FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), diversas entidades do setor produtivo assinaram o documento, que classifica a dragagem como uma medida urgente diante do risco de redução do nível dos rios durante a safra 2026/2027.
A preocupação é que eventuais restrições à navegação obriguem parte das cargas a migrar para o transporte rodoviário, elevando os custos logísticos, pressionando a cadeia de produção e aumentando a quantidade de emissão de carbono.
O governo desistiu de realizar a dragagem de manutenção da hidrovia após resistência dos povos indígenas com territórios próximos ao Rio Tapajós. O impasse se estende desde o ano passado.
Dragagem é o serviço de retirada de sedimentos acumulados no fundo do rio para preservar as condições de navegação. O procedimento influencia diretamente o calado, que é a profundidade da parte da embarcação que fica submersa.
Com a redução do nível dos rios, a margem de segurança entre o casco e o fundo diminui.
