Os 9 candidatos ao Senado por SP mais bem colocados na pesquisa Datafolha de 21 de agosto
Montagem/Reprodução
Nove dos candidatos ao Senado por São Paulo não incluem a regulação de redes sociais como forma de enfrentamento à violência contra a mulher entre suas propostas. O tema tem ganhado força nos últimos meses com a alta de feminicídios e a propagação de perfis em redes sociais que pregam a submissão feminina, como influenciadores que divulgam conteúdo Redpill ou tradwife.
O SP1 ouviu, nesta semana, os candidatos mais bem colocados na pesquisa Datafolha de intenção de voto ao Senado mais recente, 9 dos 15 concorrentes, para responder à seguinte pergunta:
Qual sua proposta para o enfrentamento da violência contra a mulher, por meio de leis? Cada candidato tinha até 40 segundos para falar sua proposta em termos gerais, por isso não foi possível aprofundamento em cada um delas (assista às respostas nos vídeos mais abaixo).
Dos nove candidatos, de todos os espectros políticos, nenhum deles falou em regular as redes sociais para impedir a divulgação de misoginia (ódio contra as mulheres); veja o quadro mais abaixo.
Por que a regulação é importante
Medidas como endurecimento de penas, delegacias da mulher 24 horas e uso amplo de tornozeleiras são todas direcionadas para a consequência da violência, ou seja, depois que o crime acontece. Para Bruna Camilo, pesquisadora em gênero e misoginia, o enfrentamento da violência contra a mulher começa na prevenção.
Candidatos ao Senado por SP ignoram regulação de redes ao propor combate à violência contra a mulher
