Para quem recebe uma nota fiscal, a reforma tributária pode parecer uma mudança restrita ao documento que aparece na tela ou é impresso. Para as empresas, porém, uma parte importante da transformação está nos dados que ficam por trás da nota. O novo modelo prevê novas informações relacionadas ao IBS e à CBS nos documentos fiscais e exige que esses dados sejam registrados e processados corretamente.
A nota fiscal, nesse cenário, não é apenas um comprovante da operação. Ela reúne informações utilizadas por sistemas e diferentes áreas da empresa. Um erro em um código ou classificação pode levar à rejeição do documento e gerar retrabalho, enquanto os dados registrados também podem ser usados em cruzamentos.
Esta é a quinta reportagem de uma série do Olhar Digital sobre como empresários podem se preparar para a reforma tributária. Nas próximas reportagens, vamos aprofundar outros impactos da mudança.
A reforma tributária prevê a inclusão de informações relacionadas ao IBS e à CBS nos documentos fiscais eletrônicos. A implementação segue cronogramas específicos conforme o tipo de documento, com alterações nos layouts e nas regras de validação.
Em 2026, começou a etapa de adaptação dos documentos fiscais às novas regras. Para NF-e e NFC-e, o cronograma estabeleceu 3 de agosto de 2026 como início da obrigatoriedade de emissão conforme as novas regras. Outros documentos têm cronogramas próprios, como a NFS-e.
