Os advogados de Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelas filmagens de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro (PL), pediram ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que a investigação sobre supostas fraudes em contratos com a Prefeitura de São Paulo seja suspensa ou remetida ao Supremo. A defesa argumenta que a apuração estadual teria como objetivo final investigar se o longa foi financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
No dia 1º de junho, a Polícia Civil desencadeou a Operação Wi-Fi para investigar a suspeita de fraude em uma licitação da Prefeitura de São Paulo, no valor de R$ 108 milhões, vencida pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB). O instituto é uma ONG de propriedade de Karina Ferreira da Gama. Ela e a Prefeitura negam irregularidades.
Na ocasião, a Polícia Civil requisitou à Justiça acesso às análises do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) sobre as movimentações financeiras feitas pelo ICB, pela Go Up e por Karina. Entre as hipóteses investigadas, está a de que parte dos recursos possa ter ido parar nos cofres da Go Up durante o tempo em que o filme “Dark Horse” foi produzido.
