Um terremoto de magnitude 4,9 atingiu o norte do Tibete, na China, nesta 5ª feira (27.ago.2026), segundo o GFZ (Centro Alemão de Pesquisa em Geociências). O tremor ocorreu a uma profundidade de 10 km.
O epicentro se localiza a centenas de quilômetros ao norte das áreas fronteiriças entre Nepal e China, onde enchentes na 4ª feira (26.ago) causaram estrago. As inundações mataram mais de 380 pessoas e deixaram quase 1.500 desaparecidos.
Diante do risco de rompimento de uma barragem em um lago, a China ativou um alerta de inundação de nível 4 no Tibete. O governo enviou uma equipe de especialistas ao condado de Gyirong, conforme a agência Xinhua.
Há o perigo de novas inundações no Nepal. A grande quantidade de água com detritos em movimentos bloqueiam o rio Bhotekoshi, que corre risco de transbordar, informou a gestão de desastres do país asiático.
CAUSA DA ENCHENTE
As primeiras informações indicavam que um terremoto de magnitude 4,4 provocou o deslizamento. O USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), no entanto, corrigiu a avaliação e informou que não houve terremoto. Segundo o órgão, o sinal sísmico detectado foi produzido pelo colapso de gelo e rochas de uma geleira e pelo fluxo de detritos.
O colapso de uma geleira foi apontado como a causa de uma torrente de rochas, gelo, lama e detritos que desceu pelos rios do Himalaia e atingiu aldeias e infraestruturas ao longo de uma rota utilizada por excursionistas.
