A indústria do trigo de São Paulo projeta custos mais elevados na safra 2026/27 diante da menor oferta brasileira e de um cenário internacional mais instável. A avaliação foi divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Sindicato da Indústria do Trigo de São Paulo (Sindustrigo), em meio à queda na produção nacional e ao avanço de fatores climáticos e geopolíticos que afetam preços, logística e disponibilidade do cereal.
Segundo o 11º Levantamento da Safra 2026/27 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de trigo está estimada em 5,8 milhões de toneladas, recuo de 26% em relação à temporada anterior, o equivalente a cerca de 2 milhões de toneladas a menos. A área plantada caiu 20,4%, para 1,92 milhão de hectares, no menor patamar desde 2020.
No Sul, as primeiras colheitas no Paraná já indicam problemas com doenças e excesso de chuvas. No Rio Grande do Sul, as precipitações acima da média prejudicam o desenvolvimento das lavouras e ameaçam a produtividade e a qualidade dos grãos. Em nota, o presidente do Sindustrigo, Max Piermartiri, afirmou que a preocupação envolve não apenas o volume produzido, mas também a qualidade do trigo disponível para a indústria.
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Com a safra menor, cresce a necessidade de importações para atender a demanda interna, estimada em mais de 13 milhões de toneladas.
