A curva de juros futuros deixou para trás a influência de alta do ambiente externo e fechou em recuo modesto no pregão desta quinta-feira (27).
Segundo profissionais de renda fixa, fatores domésticos formaram uma combinação favorável à perda de fôlego das taxas: com aceitação integral do mercado, o leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional deixou a impressão de que há demanda firme pelos papéis, enquanto a deflação observada no IPCA-15 na quarta e alguma volta do fluxo estrangeiro à Bolsa nos últimos dias também deram suporte ao alívio dos prêmios na segunda etapa da sessão.
Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou de 13,668%, no ajuste da véspera, para mínima intradiária de 13,630%. O DI para janeiro de 2029 cedeu de 14,118% a 14,075%. O DI para janeiro de 2031 oscilou 14,360%, vindo de 14,348%.
Os trechos a partir do meio da curva subiram logo após a divulgação do edital do leilão de quinta, que adicionou US$ 1,05 milhão em risco ao mercado (DV01) - o maior desde 16 de abril deste ano, nos cálculos da Eytse Estratégia.
As taxas, porém, saíram com viés fechado, ou seja, abaixo do previsto pelo mercado, além de os lotes terem sido totalmente aceitos. “Fica um sinal de que tinha aplicador final grande.
A melhora é interna mesmo, principalmente após o leilão”, disse um trader à Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, em condição de anonimato.
