Se uma pessoa caísse em um buraco negro, o resultado dependeria principalmente da massa do objeto. Em um buraco negro de massa estelar, as forças de maré poderiam esticar e comprimir o corpo antes que ele chegasse ao horizonte de eventos. Esse processo é chamado de espaguetificação.
Em um buraco negro supermassivo, porém, a diferença de gravidade entre a cabeça e os pés pode ser muito menor na região do horizonte. Em um cenário idealizado, seria possível atravessar essa fronteira sem sentir nada especialmente intenso naquele momento. Isso não significaria segurança: depois do horizonte de eventos, não existe trajetória conhecida que permita voltar para o lado de fora.
A gravidade puxaria cada parte do corpo
A espaguetificação acontece por causa das chamadas forças de maré. Elas surgem porque a gravidade não tem exatamente a mesma intensidade em todos os pontos de um objeto.
Imagine uma pessoa caindo com os pés voltados para o buraco negro. Os pés estariam mais próximos do centro do objeto do que a cabeça. Por isso, sentiriam uma atração gravitacional maior.
À medida que a pessoa se aproximasse do buraco negro, essa diferença aumentaria. Em algum ponto, ela poderia ser suficiente para esticar o corpo na direção do buraco negro e comprimi-lo nas outras direções.
É daí que vem o nome espaguetificação. A matéria seria alongada em uma direção e comprimida nas outras, ficando cada vez mais deformada.
