A renegociação de dívidas com múltiplos credores exige uma abordagem estratégica e cuidadosa. O colunista Fausto Ribeiro destaca os principais erros cometidos durante esse processo e como uma assessoria independente pode ser crucial para o sucesso da negociação.
Erros comuns na renegociação
Falta de um mapa completo das garantias: É fundamental saber quais ativos estão vinculados a cada credor, evitando reofertar garantias já utilizadas.
Confusão entre CPR e dívida bancária: Misturar esses dois tipos de dívida pode prejudicar a negociação, pois cada um possui regras específicas.
Revelar propostas entre credores: Informar um credor sobre o que o outro aceitou pode resultar em contrapropostas desfavoráveis.
Assinar confissões de dívida sem verificação: É crucial revisar os valores propostos antes de assinar, pois uma vez aceitos, tornam-se fatos jurídicos difíceis de reverter.
Quatro regras para uma negociação eficaz
Priorizar credores públicos: Nunca feche acordos com credores privados antes de negociar com bancos públicos, que exigem paridade de tratamento.
Começar pela maior garantia: Libere primeiro o imóvel com a maior garantia real vinculada, o que facilita a negociação com os demais credores.
Separar CPR da dívida bancária: Trate essas questões de forma independente para evitar contaminação nas negociações.
Não revelar propostas: Mantenha as propostas de cada credor em sigilo para evitar que um credor use essa informação contra você.
