As contas do governo central, que engloba Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registraram um superávit de R$ 10,8 bilhões em julho deste ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Tesouro Nacional. No ano passado, no mesmo mês, foi registrado um déficit de R$ 59,1 bilhões.
O resultado do mês superou a mediana das expectativas do Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que apontou para um déficit de R$ 5,5 bilhões.
O resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 33 bilhões, enquanto a Previdência Social (RGPS) apresentou um déficit de R$ 22,2 bilhões.
O desempenho do mês é resultado de um aumento real de 7,7% na receita líquida e uma redução de 20,7% nas despesas totais em comparação com julho de 2025.
Segundo o Tesouro, a elevação nas receitas é decorrente, principalmente, do desempenho das receitas administradas pela Receita Federal, que apresentaram uma variação positiva de 7,1% (+R$ 11,9 bilhões), e de uma alta de 16,8% (+R$ 4,9 bilhões) nas Receitas Não Administradas, e pela arrecadação líquida com o regime de previdência, que avançou 7,4% (+R$ 4,2 bilhões).
Entre as receitas administradas, o imposto sobre a renda se destacou, impulsionado pelo crescimento do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), especialmente sobre rendimentos do trabalho e do capital.
