Eu assinei o requerimento para a criação da CPMI que pretende investigar a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, em possíveis tratativas envolvendo interesses privados e o Governo Federal.
Essa decisão, porém, não nasce de uma disputa política, mas de um compromisso que considero indispensável na vida pública: ninguém pode estar acima da fiscalização.
Não importa o sobrenome, a posição ocupada ou a proximidade com quem detém o poder. Ao Congresso Nacional cabe exercer seu papel constitucional, acompanhar os fatos e buscar respostas em defesa do interesse público.
Nesse sentido, é importante deixar claro que uma CPMI não representa condenação antecipada. Ela é um instrumento de esclarecimento.
Quando surgem informações que levantam dúvidas sobre possíveis relações entre interesses empresariais e pessoas com acesso à estrutura do Estado, o dever do Congresso é investigar com seriedade, transparência e responsabilidade.
Diante desse cenário, o requerimento apresentado pelo senador Carlos Viana e pelos deputados Hélio Negão, Cabo Gilberto e Mário Frias aponta a necessidade de esclarecer tratativas relacionadas à comercialização e ao fornecimento de medicamentos à base de canabidiol.
O documento também menciona Roberta Moreira Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
