O Governo Central registrou superavit primário de R$ 10,8 bilhões em julho de 2026, o 3º maior resultado nominal para o mês em toda a série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em 1997.
No acumulado de janeiro a julho, porém, o resultado é o oposto: deficit primário de R$ 81,3 bilhões, o pior da série histórica para o período. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta 5ª feira (27.ago.2026). Eis a íntegra (PDF - 1 MB).
O resultado mensal superou a mediana das projeções do mercado, coletada pelo Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que estimava deficit de R$ 5,5 bilhões. O desempenho reverteu o deficit de R$ 59,1 bilhões registrado em julho de 2025.
A melhora, porém, foi influenciada principalmente pela mudança no calendário de pagamento de precatórios. Em 2026, os pagamentos foram concentrados em março. Com isso, as despesas totais caíram 20,7% em termos reais, uma redução de R$ 56,4 bilhões.
A mudança no calendário afetou as despesas previdenciárias e de pessoal. Os benefícios do RGPS (Regime Geral de Previdência Social) recuaram R$ 18,1 bilhões, ou 17,7% em termos reais. As despesas com pessoal caíram R$ 4,2 bilhões, uma redução real de 8,9%.
3º MELHOR JULHO DA SÉRIE
O superavit de R$ 10,8 bilhões foi o 3º maior resultado nominal para um mês de julho desde o início da série histórica, atrás só dos resultados de julho de 2022, de R$ 18,9 bilhões, e de julho de 2011, de R$ 11,1 bilhões.
