As campanhas das eleições de 2026 movimentaram cerca de R$ 770 milhões em receitas nos primeiros dez dias. A maior parte dos recursos veio dos partidos, responsáveis por R$ 648,5 milhões, ou 85% do total. Doações de pessoas físicas, financiamento coletivo e repasses entre candidatos somaram R$ 78,4 milhões. Outros R$ 42,7 milhões foram bancados pelos próprios concorrentes.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 26, pelo jornal Folha de S.Paulo, com base nas informações disponíveis no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A plataforma reúne dados sobre receitas e despesas declaradas por candidatos e partidos durante a campanha eleitoral.
O financiamento de campanhas por meio das legendas tem como fonte o Fundo Eleitoral. O Congresso criou o mecanismo em 2017, depois que o Supremo Tribunal Federal proibiu as doações de empresas a candidatos e partidos.
Em 2026, a Justiça Eleitoral distribuiu quase R$ 5 bilhões entre os 30 partidos registrados no TSE. A Corte divide os recursos de acordo com o tamanho das bancadas dos partidos na Câmara dos Deputados e com os votos recebidos pelas legendas para deputado federal na eleição anterior.
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O Partido Liberal (PL) ficou com a maior fatia desse montante, com mais de R$ 880 milhões. Em seguida, aparecem o Partido dos Trabalhadores (PT), com R$ 615 milhões, e o União Brasil, com cerca de R$ 525 milhões.
