Altas temperaturas e chuvas intensas têm assolado as principais regiões produtoras de milho, soja e algodão da China desde meados de julho, ameaçando a qualidade das safras e causando perdas de produtividade que poderiam impulsionar as importações de grãos para ração e algodão, inclusive dos Estados Unidos.
A China se comprometeu a comprar US$17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA anualmente até 2028, excluindo a soja, no âmbito de uma trégua na guerra comercial, informou a Casa Branca.
No entanto, Pequim ainda não realizou as compras em grande escala de produtos não relacionados à soja esperadas após uma reunião entre os líderes dos dois países em maio, enquanto os mercados aguardam notícias sobre reduções tarifárias.
Se os danos causados pelo clima reduzirem a produção ou a qualidade, a China poderia aumentar as importações de milho, sorgo e algodão, o que poderia colocar os suprimentos dos EUA em destaque, segundo operadores e analistas.
Este ano, ondas de calor e inundações atingiram as principais regiões produtoras de milho e soja da China, no nordeste e na Planície do Norte da China, com possíveis perdas de milho e menor produção de soja, embora o aumento da área plantada de milho deva manter a produção nacional amplamente estável, segundo cinco analistas.
No noroeste de Xinjiang, o calor prolongado e as chuvas escassas devem reduzir a produtividade do algodão.
