Ao comentar o balanço da Caixa Econômica Federal, o vice-presidente da instituição, Marcos Brasiliano Rosa, disse que enxerga uma estabilização da inadimplência na carteira de crédito agro do banco.
No segundo trimestre, esse portfólio apresentou uma taxa de inadimplência acima de 90 dias de 20,74%.
O dado representa um crescimento quando comparado ao resultado do primeiro trimestre, de 18,29%, e um salto na comparação com o resultado de um ano antes, que era de 7,02%.
“Nós já olhamos para essa curva como uma estabilidade, com perda de velocidade”, afirmou em apresentação sobre o balanço do banco, que foi divulgado na quarta-feira (26).
Os executivos presentes na apresentação explicaram que a continuidade da melhora se dá, em parte, nas renegociações por meio do programa de reestruturação de dívidas do setor rural, lançado pelo governo no mês passado.
Cenário desafiador
O presidente da Caixa, Carlos Vieira, ressaltou na apresentação dos números que o segundo trimestre desse ano, para mercado financeiro em particular, foi desafiador.
Na véspera, a Caixa registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre, montante 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
De acordo com o banco estatal, o resultado do período foi acompanhado pela expansão da carteira de crédito, que encerrou o segundo trimestre de 2026 em R$ 1,45 trilhão, alta de 11,9% na base anual, além da captação e das receitas de prestação de serviços.
