O América negocia a venda de 80% das ações de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para a Global Seven Eleven Energy Oil FZ-LLC, um fundo árabe ligado à exploração de petróleo. A proposta, que promete um investimento mínimo de R$ 800 milhões, estabelece um teto para o pagamento das dívidas do clube, o que gerou questionamentos técnicos.
O Memorando de Entendimentos (MoU) e o parecer técnico-jurídico, acessados pela Itatiaia, detalham os termos da oferta. O fundo árabe se compromete a quitar os passivos do América até o limite máximo de R$ 197 milhões, com essa obrigação sendo formalizada nos Documentos Definitivos da negociação.
A proposta, contudo, estabelece condições claras para a quitação. Caso o montante total das dívidas seja inferior ao limite de R$ 197 milhões, os investidores não serão obrigados a aportar a diferença. Por exemplo, se as dívidas somarem R$ 190 milhões, os R$ 7 milhões restantes não precisariam ser investidos pelo fundo.
Se, por outro lado, as dívidas do clube ultrapassarem o teto de R$ 197 milhões, a diferença deverá ser arcada exclusivamente pelo América, na figura da associação civil. Isso significa que, se o passivo for de R$ 207 milhões, os árabes pagariam os R$ 197 milhões, e o clube ficaria responsável pelos R$ 10 milhões excedentes.
Uma cláusula reforça que as dívidas remanescentes do América que não forem quitadas com os R$ 197 milhões previstos não serão assumidas pelos investidores.
