O entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera que os acordos do governo com o Congresso Nacional levem alívio a sua campanha à reeleição, após semanas de pressão sobre o mandatário por suspeitas envolvendo seu filho Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha.
Aliados do petista admitem que até aqui, nas primeiras duas semanas de campanha, Lula foi atingido majoritariamente por notícias negativas, em especial associadas a Lulinha e ao seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
A expectativa é de que a próxima semana, marcada pelo último “esforço concentrado” do Congresso antes das eleições, tire o petista das cordas.
Os trabalhos no Legislativo na próxima devem marcar avanços para pautas que interessam o governo de olho no pleito de 2026, como a MP (medida provisória) do fim da “taxa das blusinhas”, e as PECs (propostas de emenda à Constituição) do fim da escala 6×1 e da Segurança Pública.
Lula encontrou os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), no Palácio da Alvorada. Ficou acordado que as PECs serão analisadas pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa Alta na próxima semana.
Apesar da avaliação de que a aprovação das matérias pela CCJ já concederia a Lula uma “agenda positiva”, a articulação política do governo ainda tenta viabilizar que a PEC do fim da 6×1, principal prioridade do petista, vá ao plenário do Senado na próxima semana.
