A Nebulosa do Bumerangue abriga o objeto natural mais frio conhecido no Universo. Uma região de seu gás chega a cerca de 1 kelvin, ou aproximadamente -272,15 °C. É uma temperatura ainda menor que os 2,7 kelvin da radiação cósmica de fundo, o brilho remanescente do Big Bang que preenche o Universo.
O responsável por esse frio extremo não é simplesmente a distância entre a nebulosa e as estrelas. O gás é expelido pela estrela central e se espalha pelo espaço em alta velocidade, que, conforme se expande, esfria. O princípio lembra o que acontece com uma lata de aerossol: quando o gás comprimido sai rapidamente, a lata pode ficar fria.
O gás que transforma a nebulosa em uma geladeira
A Nebulosa do Bumerangue está ligada a uma estrela que se encontra em uma fase avançada de sua evolução. O astro libera grandes quantidades de gás para o espaço. Esse material forma a estrutura que vemos como dois grandes lobos, dando à nebulosa sua aparência de bumerangue.
O gás se espalha rapidamente. Quando isso acontece, suas partículas passam a ocupar uma região cada vez maior. Parte da energia do gás é usada nesse processo de expansão, fazendo sua temperatura cair.
Os cientistas chamam esse fenômeno de resfriamento adiabático. O nome parece complicado, mas a ideia é simples: quando um gás se expande rapidamente sem receber calor suficiente do ambiente, ele esfria.
Foi esse processo que ajudou a explicar a temperatura extrema da Nebulosa do Bumerangue.
