SÃO LUÍS - Dados consolidados do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) revelam que o perfil social das 604 candidaturas individuais (RRC) registradas no estado mantém um padrão histórico de desequilíbrio no que diz respeito ao gênero. No total das candidaturas, os homens concentram 64,6% (390 candidatos), enquanto as mulheres representam apenas 35,4% (214 candidatas).
Para o Governo do Estado, 100% das candidaturas registradas são de homens. Não há mulheres em disputa pelo comando do Palácio dos Leões.
Já para o Senado, a proporção masculina é de 81,8% (9 homens para apenas 2 mulheres).
Para Vice-governador é onde o papel das mulheres encontram uma participação ligeiramente maior nas chapas majoritárias, ocupando 37,5% das vagas (3 candidatas).
E por fim, nas suplências ao Senado. Lá, as mulheres ocupam 27,3% (3 candidatas) na primeira suplência e sobem para 45,5% (5 candidatas) na segunda suplência, cargo com menor projeção direta.
Este fenômeno ilustra o que analistas políticos chamam de "afunilamento de gênero", em que a presença de mulheres é maior em cargos secundários ou proporcionais (elas são 38,2% para a Câmara Federal e 34,3% para a Assembleia Legislativa), desaparecendo à medida que a disputa se aproxima da chefia do Executivo.
Cenário eleitoral de acordo com a raça
No Maranhão, a maior parte das candidaturas gerais autodeclara-se como parda (51,3% ou 310 processos) ou preta (16,2% ou 98 processos), totalizando 67,5% de candidaturas negras.
