O Ministério Público Eleitoral (MPE) contestou 974 pedidos de registro de candidatura para as eleições de 2026. O balanço parcial, divulgado nesta quarta-feira, 26, reúne ações e pareceres apresentados em todo o país.
Entre os motivos apontados pelo MPE para contestar as candidaturas estão condenações criminais e condenações por improbidade administrativa, além de casos de abuso de poder político ou econômico. O órgão também questionou candidaturas por suspeitas de envolvimento com organizações criminosas, falta de filiação partidária, ausência de quitação eleitoral e descumprimento dos prazos de desincompatibilização.
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A impugnação não impede automaticamente a candidatura. Cabe à Justiça Eleitoral analisar cada caso e decidir se o candidato atende aos requisitos previstos na legislação.
Mais de 70% das impugnações atingem candidatos a deputado estadual ou federal. São Paulo concentra 557 casos, mais da metade das contestações registradas no país. Na sequência aparecem Maranhão (55), Minas Gerais (41), Paraíba (39), Distrito Federal (33) e Bahia (31).
Marçal tem candidatura contestada
A Procuradoria-Geral Eleitoral contestou o registro da candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República. Segundo o Ministério Público Eleitoral, Marçal está inelegível até 2032, em virtude de uma condenação por uso indevido dos meios de comunicação nas eleições municipais de 2024.
