A Uefa está analisando a possibilidade de mover um processo criminal contra Gianni Infantino, presidente da Fifa. A iniciativa ocorre em razão do plano, já abandonado, de criar a Fifa Forward Enterprises (FFE), uma empresa destinada a administrar competições, incluindo a Copa do Mundo, e ceder participação a investidores externos.
De acordo com documentos judiciais acessados pelo jornal britânico The Times, a entidade europeia argumenta que as ações de Infantino configuram “má gestão criminosa”, conforme previsto no Artigo 158 do Código Penal Suíço. Os supostos crimes podem ser punidos com até três anos de prisão.
A Uefa também solicita uma ordem judicial para que Joshua Kushner, proprietário do fundo Thrive Capital - ligado a Donald Trump e escolhido como principal investidor da malograda FFE -, divulgue documentos relacionados ao plano e seja intimado a prestar depoimento.
A denúncia da Uefa aponta ainda um incentivo de US$ 40 milhões (equivalente a R$ 206 milhões), prometido por Infantino às associações-membros da Fifa em troca de apoio ao plano. “Infantino tentou forçar os membros a considerarem esse incentivo em um prazo muito curto”, afirma um trecho do documento divulgado pelo The Times. O prazo de resposta, de apenas 53 dias, é considerado curto para uma “grande reorganização dos ativos comerciais da Fifa, arquitetada em segredo por mais de um ano”.
