Existem duas maneiras muito diferentes de conhecer um Mustang.
Uma delas é em uma pista, com espaço, segurança e alguém que realmente saiba o que está fazendo ao volante. Já tive essa oportunidade com o Mustang GT Performance, em uma experiência organizada pela Ford. Motoristas comuns, como eu, jamais conseguiriam extrair daquele carro o que ele conseguia.
Eu não sou piloto.
Também não sou um jornalista automotivo com décadas testando esportivos. Sou um jornalista de um portal de tecnologia. E um bom motorista. Por isso, ao passar alguns dias com o novo Mustang Dark Horse, uma pergunta me interessava tanto quanto saber do que ele seria capaz em uma pista: como é dirigir um Mustang de 507 cv no trânsito de São Paulo?
E talvez a maior surpresa do Dark Horse esteja justamente aí.
Um Mustang ainda mais Mustang
O Dark Horse ocupa hoje uma posição bastante particular na família Mustang. Ele parte da sétima geração do esportivo, mas recebe um conjunto de modificações voltadas a aumentar sua capacidade dinâmica.
No Brasil, seu motor é o conhecido Coyote V8 aspirado de 5 litros, agora com 507 cv a 7.250 rpm e 567 Nm de torque a 4.900 rpm. A transmissão é exclusivamente automática de dez marchas, com possibilidade de trocas pelas aletas no volante, e a tração continua traseira.
Não é pouca coisa.
Também não se trata simplesmente de colocar alguns cavalos extras em um Mustang GT e mudar os emblemas.
