Ela parece ter saído de uma disputa para escolher a camisa havaiana mais feia já vista no planeta! Com cores fortes e um padrão quase hipnótico, a peça chama atenção pelo visual exagerado. Mas a estampa tem uma função única: dificultar que sistemas de inteligência artificial reconheçam uma pessoa em uma imagem.
A criação é do designer alemão Simon Weckert e faz parte do projeto Digital Camouflage (“Camuflagem Digital”, em tradução livre). O padrão foi desenvolvido para interferir na forma como algoritmos de visão computacional procuram características associadas a uma figura humana.
Raio-X da Polícia Federal: como funciona equipamento que “enxerga” dentro das malas e encontrou mais de R$ 500 mil em aeroporto de São Paulo
Morador que usa câmeras para vigiar o quintal e acompanhar movimentações deve descobrir o melhor ângulo; entenda como eliminar 'pontos cegos'
O que é 'farmar aura'? Entenda a gíria que virou obsessão entre os jovens
Como a camisa confunde a IA?
A estampa utiliza uma técnica conhecida como ataque adversarial, que consiste em alterar dados visuais de uma forma que pareça normal para uma pessoa, mas possa levar um sistema de inteligência artificial a interpretar a imagem de maneira diferente.
No caso da camisa, o padrão foi desenvolvido para interferir justamente nas características que os algoritmos procuram ao tentar identificar uma figura humana. O processo envolveu testes e ajustes sucessivos até chegar a uma estampa capaz de reduzir a detecção.
