O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, disse nesta 5ª feira (27.ago.2026) que a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) das Favelas “virou a ADPF dos palácios”. Deu como exemplo a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e o fato de haver “deputados presos ligados a facções”.
Andrei participou de seminário do projeto Mercado Ilegal, que discute suas consequências para a economia, a saúde e a segurança pública. A iniciativa é dos jornais O Globo, Valor Econômico, Extra e rádio CBN.
A ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, foi julgada pelo Supremo Tribunal Federal em abril de 2025. A Corte estabeleceu critérios para diminuir a letalidade policial na capital fluminense. Uma das diretrizes definidas foi a instauração pela PF de um inquérito para apurar crimes cometidos por organizações criminosas do Rio.
Durante sua participação, Andrei elogiou a atuação do governador interino do Rio, Ricardo Couto. “É preciso louvar a ação e a postura”, disse.
Andrei defendeu ainda as parcerias da PF com a iniciativa privada para combater o mercado ilegal. Disse que o “combate ao crime não é coisa só de polícia”.
