Carta para Ceres e Elizabeth
Minhas amigas,
Escrevo para vocês com o coração dilacerado, ainda sob efeito de incredulidade diante do que aconteceu.
Na manhã de hoje um sobrinho-neto me chamou, de forma cuidadosa, para avisar que algo grave havia se passado com minha querida Dona Maria Isabel Pereira Rodrigues. Não demorou para que eu descobrisse que a dor e a perda faziam conexão com vocês, em uma notícia que tirou meu chão e me fez chorar.
Talvez os leitores não saibam. E aqui não me refiro à reconhecida trajetória dessa grande mulher no campo educacional, mas à sua maneira simples e generosa de tratar a todos, ao seu jeito capaz de cativar qualquer um que estivesse à sua volta.
Hoje cedo, fiquei em choque, “Meu Deus, uma mulher sensacional”, me disse uma amiga ao saber da notícia cortante. E foi isso que pensei. Não que alguém mereça na vida passar por isso, pelo amor de Deus. Mas dona Maria Isabel era fora da curva. Uma mulher que sorria com os olhos e que era capaz de dobrar até mesmo o mais carrancudo dos adversários. Não é justo.
Eu queria achar palavras que pudessem confortar vocês, minhas queridas Ceres e Elizabeth. Mas não as encontrei ainda. Escrevo estas frases para vocês. Desejei reforçar que nossas preces e orações estariam com vocês, deixo expresso aqui o meu mais profundo pesar.
Ainda assim, não há racionalidade que dê conta do que aconteceu. E é por isso, queridas amigas, que decidi tornar pública essa mensagem.
