A Meta fechou um acordo com quase todos os estados dos Estados Unidos para encerrar acusações de que Facebook e Instagram foram projetados para viciar crianças. A empresa poderá pagar até US$ 18 bilhões (cerca de R$ 93 bilhões) em dez anos e terá de adotar novas restrições para adolescentes.
O valor impressiona, mas não atinge os dois pilares que sustentam a receita da companhia: feeds personalizados e publicidade direcionada. Para os investidores, evitar um julgamento prolongado parece ter pesado mais que o tamanho da indenização.
O que a Meta conseguiu evitar
O acordo encerra a principal disputa judicial da empresa nos EUA sem exigir mudanças nesses mecanismos. A Meta também negou ter cometido irregularidades.
Havia outro risco na mesa: um julgamento poderia expor documentos internos sobre a forma como a companhia lidava com usuários jovens. Para analistas e especialistas jurídicos ouvidos pela Reuters, o acordo elimina esse obstáculo regulatório.
As ações da Meta subiram cerca de 1% depois do anúncio. Antes do julgamento, os estados buscavam até US$ 1,4 trilhão (aproximadamente R$ 7,21 trilhões) em penalidades.
Esta é uma decisão empresarial, custará mais para eles terminar o julgamento e perder do que pagar pouco mais de US$ 1 bilhão por ano durante dez anos.
Mary Graw, professora de direito da Catholic University of America, à Reuters
Rivais podem ser afetados
Uma parte do acordo depende do que outras redes sociais fizerem.
