A cada dois anos, em época de eleição, uma cena se repete nas igrejas evangélicas: o político que nunca aparece, descobre, de repente, uma urgência espiritual. Nessa perceptiva, imbuído de fé, ele vai ao culto, ajoelha, levanta as mãos, chora e se emociona dizendo-se cristão.
Veja bem, vivemos num país livre, onde cada um tem a religião que achar melhor. Se um pessoa quer ser umbandista, é direito dela; se deseja ser católica ou evangélica também o é. A questão é que, em época de eleição, comunista vira crente e ateu, religioso.
Nesta terça-feira (25), por exemplo, vimos a primeira-dama Janja tentando se aproximar dos evangélicos, com uma linguagem peculiar, como se evangélica fosse.
Ora, Janja tem o direito de ter a religião que bem desejar, o que ela não tem direito é de se passar por evangélica. O vídeo protagonizado por ela soou falso e completamente antagônico ao que ela vive e acredita.
O problema é que a fé tem virado capital político, no qual o nome de Deus tem sido utilizado como instrumento de barganha. Outra questão é que ao agir dessa forma, o político hipocritamente usa o nome do Senhor fazendo-nos lembrar do texto que diz:
Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim (Mateus 15:8).
Isto posto, lhe aconselho a tomar cuidado com o que houve dos políticos que são capazes de usar o nome de Deus para atingir seus objetivos.
