Ratko Mladić, o general sérvio-bósnio que orquestrou o massacre de Srebrenica e o cerco de Sarajevo durante as guerras dos Bálcãs, morreu aos 84 anos.
A emissora pública sérvia RTS divulgou a notícia, que foi confirmada à agência de notícias Reuters por seu advogado, nesta quinta-feira (27).
Conhecido como o “Açougueiro da Bósnia”, Mladić foi condenado em 2017 pelo TPI (Tribunal Penal Internacional) por arquitetar uma campanha de limpeza étnica contra a população não sérvia da Bósnia no início da década de 1990.
O tribunal instituído pela ONU o considerou culpado de genocídio, crimes contra a humanidade, perseguição, extermínio, assassinato, terror, ataques ilegais contra civis e tomada de reféns.
Na época do indiciamento de Mladić, o juiz do TPI, Fouad Riad, descreveu as ações supervisionadas pelo ex-general como uma “selvageria inimaginável”.
Mladić morreu enquanto cumpria pena de prisão perpétua na Unidade de Detenção da ONU em Haia.
Seus advogados apresentaram um pedido de libertação antecipada por razões humanitárias na semana passada, citando médicos da unidade de detenção que afirmaram que seu “estado geral de saúde havia se deteriorado rapidamente” e alertaram que sua morte “poderia ocorrer a qualquer momento”. O pedido foi negado.
