Nos últimos meses, o noticiário brasileiro foi tomado por uma pauta em especial: as recuperações judiciais e extrajudiciais. Empresas que hoje estão no imaginário do consumidor, como Habib’s e Casas Bahia, passaram a obter dívidas que podem chegar à casa dos bilhões de reais.
A alavancagem e os juros altos, com uma Selic que alcançou os 15% em 2025 e primeiros meses deste ano, são os principais motivos citados por todas as companhias para a necessidade da utilização do instrumento de reestruturação de capital.
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No entanto, essa realidade não tem atingido apenas as grandes empresas. Em junho de 2026, mais de 9,1 milhões de CNPJs (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) estavam inadimplentes, segundo dados do Serasa Experian.
O número é 16,67% maior do que o registrado no mesmo mês de 2025 e recorde na série histórica iniciada em 2016.
Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, a crescente inadimplência pode estar relacionada às condições financeiras restritivas, pressionadas pela alta taxa de juros, que hoje está em 14%.
O fator ainda é limitante para a melhora consistente do mercado de crédito.
