O Dalai Lama declarou, nesta quinta-feira (27), sentir-se entristecido pelas inundações no Nepal e na China, expressando suas condolências e oferecendo orações pelas vítimas fatais do desastre.
“Oro por todos aqueles que perderam a vida e ofereço minha solidariedade e sinceras condolências aos enlutados e a todos os afetados por esta tragédia”, disse o Dalai Lama, líder espiritual de milhões de seguidores do budismo tibetano em todo o mundo.
Ele também apontou que as mudanças climáticas poderiam ser uma das causas subjacentes da tragédia.
“Como esta região já vivenciou calamidades no passado, esses eventos são certamente sintomas de uma causa mais profunda, sejam as mudanças climáticas ou outros fatores”, afirmou ele.
“Espero que medidas adequadas sejam tomadas, sempre que possível, para ajudar a garantir que tais desastres não voltem a ocorrer”, declarou o líder religioso.
O Dalai Lama vive em Dharamshala, na Índia, desde que fugiu do Tibete após uma revolta fracassada contra o domínio comunista chinês em 1959.
Pequim classifica o Dalai Lama como um “separatista” perigoso e o acusa de incitar protestos, agitações e imolações de tibetanos contra o governo do Partido Comunista.
O líder rejeita essas acusações, insistindo que busca uma autonomia genuína para o Tibete, e não a independência total, uma abordagem não violenta de “caminho do meio” que lhe rendeu apoio internacional e o Prêmio Nobel da Paz.
