As contas externas do Brasil foram deficitárias em US$ 8,1 bilhões em julho de 2026, informou o Banco Central nesta quinta-feira (27) em seu relatório de estatísticas do setor externo.
No mesmo período de 2025, o déficit havia sido de US$ 6,9 bilhões.
Os dados correspondem à diferença entre produtos exportados e importados, serviços contratados e gastos de brasileiros no exterior, além do envio de lucros para outros países.
Nos 12 meses encerrados em julho, o déficit em transações correntes nas contas externas somou US$ 62,9 bilhões, o equivalente a 2,49% do PIB (Produto Interno Bruto).
No mês, a balança comercial de bens foi superavitária em US$ 6,2 bilhões.
No período, as exportações de bens totalizaram US$ 34,2 bilhões (alta de 5,7% na comparação interanual), enquanto as importações de bens somaram US$ 28,1 bilhões, o que representa uma elevação de 8,1%.
O déficit na conta de serviços totalizou US$ 5,3 bilhões em julho.
No mês, houve aumentos nas despesas líquidas de transporte (26,3%); de telecomunicação, computação e informações (27,6%); e de propriedade intelectual (27,4%)
O Banco Central informou também que as despesas líquidas de viagens internacionais somaram US$1,6 bilhão em julho. É um aumento de 7,9% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo a autoridade monetária, o déficit em renda primária somou US$9,4 bilhões no mês.
