Dirigentes partidários de centro e centro-direita ouvidos pela CNN Brasil avaliam que o candidato à reeleição ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem adotado uma postura calculada na relação com Flávio Bolsonaro (PL). Para eles, o atual governador precisa preservar a aliança com o grupo de Jair Bolsonaro, mas evita uma exposição excessiva ao lado do candidato à Presidência.
As lideranças avaliam que o equilíbrio é especialmente delicado porque Tarcísio tem um projeto político próprio e pode disputar a Presidência em 2030. Na leitura das fontes, o governador não pode criar uma ruptura com o bolsonarismo neste momento, mas também não precisa transformar sua campanha à reeleição em uma plataforma para Flávio.
Segundo os dirigentes, é justamente por isso que Tarcísio mantém a proximidade política, mas dosa a participação em agendas públicas com Flávio. A avaliação é que o governador precisa do eleitorado bolsonarista em 2026, enquanto Flávio se beneficia da força eleitoral de Tarcísio em São Paulo.
Pesquisas recentes ajudam a explicar a importância de São Paulo para a estratégia de Flávio. No levantamento Real Time Big Data divulgado em 24 de agosto, o candidato do PL aparece com 38% das intenções de voto no estado, contra 33% de Lula. Na disputa pelo governo paulista, Tarcísio de Freitas lidera com 40%, contra 27% de Fernando Haddad, segundo a Quaest divulgada no dia seguinte.
