Grupos de jovens têm se reunido em praças públicas de cidades da América Latina, para disputar as chamadas “batalhas de aura”. O fenômeno, que migrou dos videogames para as redes sociais, consiste em competições presenciais onde o objetivo é projetar carisma, estilo e confiança sem que haja qualquer tipo de contato ou força física.
A origem do termo e a adaptação digital
A expressão deriva diretamente do verbo em inglês to farm (cultivar), muito utilizado em jogos eletrônicos para descrever a repetição de tarefas com o objetivo de acumular recursos ou pontos.
As gerações Z e Alpha ressignificaram o conceito de aura, tradicionalmente associado a elementos espirituais, para definir o magnetismo pessoal, a postura e a autoconfiança de um indivíduo.
Dessa forma, no vocabulário atual desse grupo, “farmar aura” significa adotar atitudes e comportamentos que geram admiração e respeito simbólicos entre os pares.
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Como funcionam as batalhas presenciais
Durante os encontros públicos, os competidores se encaram e utilizam um repertório de gestos corporais que viralizaram em redes.
