O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público de São Paulo, ofereceu denúncia, em 18 de agosto, contra 16 homens por envolvimento em um esquema de adulteração de combustíveis, falsidade documental, fraudes contra o consumidor, crimes fiscais e lavagem de dinheiro. A investigação integra a operação Carbono Oculto.
Segundo os promotores de Justiça, os denunciados integraram, promoveram e financiaram, pessoalmente, uma organização criminosa para desviar metanol, adulterar combustível e praticar lavagem de dinheiro. Entre os alvos está o empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, de acordo com o portal g1.
O desvio de metanol para adulteração de combustíveis teria ocorrido principalmente na Grande São Paulo, entre 2017 e 2025.
De acordo com a denúncia obtida pelo g1, Beto Louco teria utilizado empresas como Aster, Copape e Duvale para movimentar recursos milionários relacionados às atividades investigadas.
O esquema teria movimentado mais de 10 milhões de litros de metanol e gerado lucros milionários, segundo as investigações.
Em agosto de 2025, o MP-SP deflagrou a operação Carbono Oculto, ofensiva contra a infiltração do Primeiro Comando da Capital no setor de combustíveis. A ação mobilizou cerca de 1.400 agentes em 8 Estados: São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
