O GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MPSP (Ministério Público de São Paulo), ofereceu denúncia contra 16 homens investigados por envolvimento em um esquema de adulteração de combustíveis, falsidade documental, fraudes contra o consumidor, crimes fiscais e lavagem de dinheiro. A denúncia ocorre no âmbito da Operação Carbono Oculto.
Segundo o MP, os denunciados teriam integrado, promovido e financiado uma organização criminosa voltada ao desvio de metanol, à adulteração de combustíveis e à lavagem dos valores obtidos com as atividades ilícitas.
A investigação teve início no contexto da Operação Carbono Oculto, deflagrada em 28 de agosto de 2025 por uma força-tarefa que reuniu cerca de 1.400 agentes de diferentes instituições. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Participaram da operação integrantes do MPSP, MPF (Ministério Público Federal), Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal, ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Procuradoria-Geral do Estado e Secretaria de Estado da Fazenda, além de diferentes unidades do GAECO.
De acordo com as investigações, o grupo atuava em diferentes etapas da cadeia de produção e distribuição de combustíveis. Mais de 350 pessoas físicas e jurídicas foram identificadas como alvos da apuração.
