Produtores de uvas finas no Rio Grande do Sul têm lutado contra as baixas temperaturas e a formação de geada nas regiões serranas nos últimos dias.
Como recurso, os viticultores têm acionado sistemas anti-geadas para impedir o congelamento dos brotos que ainda estão evoluindo.
O cuidado maior é com as variedades brancas, mais sensíveis às intempéries climáticas do momento. Na vinícola AlmaÚnica, no Vale dos Vinhedos, tratores trabalharam durante duas madrugadas aspergindo água em meio às videiras.
Segundo a enóloga Denise Brandelli, uma película de água é formada ao redor do broto e, por consequência, há a formação de gelo na parte exterior dos frutos. O resultado é uma camada protetora que impede a mudança de temperatura no centro da fruta e mantém as características almejadas para o momento.
A medida precisa ser feita de forma contínua, principalmente nos momentos de menor temperatura registrada, ou seja, durante as madrugadas.
Um outro método bastante utilizado em anos anteriores era a instalação de superfícies de calor embaixo das plantas.
Os vinhedos “eram coloridos” com tochas de fogo e controladas pelos engenheiros agrônomos. No entanto, por ser uma pequena área de calor, o recurso tem caído em desuso, principalmente na França.
Em Monte Belo do Sul, a vinícola Casa Marques Pereira afirma ter utilizado pela segunda vez o seu sistema de aspersão automatizado.
