Boa parte da cultura do bem-estar, dos discursos “terapêuticos” das redes sociais ao wellness, passando pela psicologia positiva, trata a felicidade como o critério principal para decidir se uma vida deu certo. Mas será que sentir-se feliz, momento a momento, é o mesmo que viver uma vida boa?
O psicólogo Joel Wong, da Indiana University, nos EUA, diz que não. Para ele, é perfeitamente possível “sentir-se feliz e, ainda assim, meio perdido, bem como é possível atravessar um luto com um forte senso de propósito”. Em um artigo recente para a plataforma Psychology Today, ele explora a diferença entre felicidade e significado.
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Ou seja, embora felicidade e sentido sejam ambos aspectos de uma vida boa, podem levar a resultados diferentes. No fundo, Wong quer desmontar a ideia muito difundida hoje de que “sentir-se feliz” é o critério principal de uma vida boa, e recolocar o sentido como eixo central.
Para entender por que essa equivalência não se sustenta, Wong começou pelo conceito mais imediato dos dois: a felicidade. Para ele, pessoas felizes tendem a vivenciar mais emoções agradáveis do que desagradáveis e relatam satisfação geral com a própria vida.
Já o sentido de vida opera em outro registro.
