Reservar alguns minutos do dia para resolver um Sudoku, organizar cartas no Paciência ou desvendar o mapa numa Batalha Naval é um hábito comum. Ele serve como uma pausa na correria do dia, sim. Mas estimula a mente a ficar em movimento. E mantém a atenção afiada.
Por um lado, é bom frisar que os desafios deste tipo de jogo não funcionam como uma proteção mágica contra doenças como o Alzheimer. Por outro, vale entender que eles ativam circuitos específicos do cérebro, liberam substâncias químicas importantes e ajudam a construir uma reserva cognitiva. Vamos por partes.
O efeito dos ‘jogos de raciocínio’ no nosso cérebro, segundo a ciência
Ao contrário do que muitos pensam, resolver um quebra-cabeça, por exemplo, não exercita o cérebro todo. O impacto ocorre em circuitos neurais acionados por cada tipo de tarefa. Durante a atividade, pequenas alterações ocorrem na substância cinzenta, o que libera neurotransmissores como a dopamina, ligada à motivação, e a acetilcolina, relacionada ao foco.
“Cada habilidade nova ou circuito estimulado vai formar novas conexões”, diz o neurologista Sérgio Jordy, diretor do Centro Médico Sinapse e médico da Rede D’Or, em entrevista ao Olhar Digital.
Pesquisas recentes reforçam os ganhos desse estímulo focado.
