Uma sequência de recuperações judiciais e extrajudiciais envolvendo empresas ligadas à infraestrutura já movimenta pelo menos R$ 183 bilhões em passivos desde 2020, em um ciclo de reestruturações que ganhou força no período pós-pandemia e atingiu alguns dos maiores grupos empresariais do país.
Levantamento feito pela CNN Infra com base nos valores divulgados em processos e pelas próprias companhias identificou mais de duas dezenas de empresas ligadas aos setores de energia, transportes, mineração, petroquímica, cimento, engenharia e outros segmentos intensivos em capital que recorreram à justiça para renegociar dívidas ou obter proteção contra credores no período.
O valor é aproximado e não representa necessariamente o estoque atual de dívidas dessas companhias.
Os processos ocorreram em momentos diferentes e há casos em que o valor divulgado corresponde ao passivo sujeito à recuperação, enquanto em outros representa a dívida incluída no plano de reestruturação.
Ainda assim, a soma dá uma dimensão da deterioração financeira enfrentada por algumas das maiores empresas desses setores.
Os dois maiores casos são recentes. A Raízen teve homologado neste ano um plano de recuperação extrajudicial que envolve aproximadamente R$ 61,4 bilhões em dívidas financeiras. Já a Braskem apresentou em 24 de agosto pedido de recuperação extrajudicial envolvendo cerca de R$ 56 bilhões.
