O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, disse que, em casos de assalto ou latrocínio, o “sangue derramado” deve ser do criminoso e não da vítima. Em entrevista à TV Globo na noite desta quarta-feira (26), ele ainda afirmou que vai desobedecer, em casos específicos, decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) que considerar “ilegais”.
Durante a sabatina, o candidato mencionou o exemplo de um jovem morto em um assalto ao tentar defender a namorada e disse que, nesta situação, houve “banho de sangue” de um inocente. “Eu acho que o sangue que tem que ser derramado não é do inocente”, disse.
Renan também afirmou que, ao viajar pelo Brasil, a população implora que ele faça algo a respeito da violência no país e que a maior parte das vítimas desse tipo de agressão são as pessoas mais pobres e marginalizadas.
“Uma pessoa que aponta uma arma para você se torna juiz da sua vida, ela não tem esse direito”, afirmou. “Se um policial estiver ali na frente, ele tem que atirar para matar.”
Ao ser questionado sobre falas anteriores de que descumpriria decisões impostas pelo Supremo, Renan disse: “Não é que vou desrespeitar todas as decisões do STF, isso é um absurdo”.
O candidato do Missão disse que quem vai determinar os limites de suas decisões caso seja eleito é “a lei”, mas não explicou o agente responsável por interpretar o que é certo ou errado nesses contextos.
