Toda vez que você olha para o céu, está olhando para o passado. A luz é a coisa mais rápida que existe no Universo, mas mesmo ela demora para percorrer distâncias astronômicas, e esse atraso transforma o céu numa espécie de máquina do tempo.
O Sol é o exemplo mais próximo. A luz que ele emite leva cerca de oito minutos e 20 segundos para chegar até a Terra. Ou seja: o Sol que você vê agora já não é bem o Sol de agora, e sim o de alguns minutos atrás.
Proxima Centauri: uma imagem de quatro anos atrás
Com as estrelas, essa defasagem só aumenta. Astrônomos medem distâncias no espaço em anos-luz, a distância que a luz percorre em um ano viajando a quase 300 mil quilômetros por segundo.
Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol depois dele mesmo, está a cerca de 4,2 anos-luz de distância. A luz dela, vista da Terra hoje, saiu de lá há mais de quatro anos.
Outras estrelas visíveis a olho nu ficam ainda mais longe. Sirius, a mais brilhante do céu noturno, está a cerca de 8,6 anos-luz. Para estrelas relativamente próximas como essas, a distância é medida por paralaxe, uma técnica de triangulação geométrica considerada consenso científico, com margem de erro pequena.
Quanto mais longe o objeto, maior o intervalo de tempo. Uma galáxia a bilhões de anos-luz mostra como ela era bilhões de anos atrás, muito antes de o Sol e a Terra existirem.
É esse princípio que o telescópio espacial James Webb, da NASA, explora ao extremo.
