O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou operações para localizar imigrantes em situação irregular, como parte da política de segurança do governo. A política, no entanto, é alvo de críticas da oposição e levou a questionamentos na imprensa local sobre a capacidade da autoridade migratória para implementá-la.
“Aqui, não vou aceitar a migração ilegal. Quero deixar claro: primeiro os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos”, afirmou de la Espriella em reunião do Conselho de Segurança realizada no fim de semana na cidade caribenha de Barranquilla.
“A ordem para a Migração é clara: começar operações em coordenação com a polícia de Barranquilla para localizar imigrantes em situação irregular. Primeiro, aqueles que estão cometendo crimes. Segundo, aqueles cuja situação não está regularizada e que, no fim, terão de ser deportados. É uma ordem presidencial que deve ser cumprida”, afirmou, acrescentando que a operação deveria ter início esta semana.
“Não vou aceitar imigrantes ilegais, de onde quer que venham, que estejam cometendo delitos na Colômbia. Eles terão de ir embora, e nós vamos deportá-los”, seguiu Espriella na reunião em que apresentou os principais pontos da política destinada a “devolver a tranquilidade a todo o país”. Uma das principais medidas é o aumento do controle migratório.
Entre janeiro e setembro de 2025, foram identificados 124.442 migrantes em trânsito irregular, segundo o governo colombiano.
