A consultoria Copenhagen, empresa para qual Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu R$ 1 milhão em notas fiscais e cancelou, entrou em liquidação. A informação consta em ata de assembleia geral extraordinária que descreve a dissolução voluntária da companhia e foi registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) em 17 de agosto.
Segundo o documento, publicado pelo Metrópoles e que o Estadão teve acesso, a decisão foi tomada em 28 de julho, com aprovação unânime do único acionista da companhia: a Estônia Multiestratégia.
A reportagem acionou o e-mail indicado na Receita Federal como responsável pela Copenhagen, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.
A assembleia ocorreu quatro dias depois do Estadão visitar o endereço informado à Receita Federal pela Copenhagen e constatar que a empresa não funcionava no local.
A consultoria estaria sediada em endereço de São Caetano do Sul (SP). No local, porém, a reportagem descobriu outra firma funcionando: a Contábil Corrêa, que pertence ao mesmo dono da Copenhagen, o empresário Rogério Lourenço Novo.
A ata também mostra que o próprio Rogério Novo foi nomeado liquidante da empresa, com poderes para conduzir “o regular andamento da liquidação”.
Rogério, aliás, concentrou também as funções de presidir e secretariar a assembleia que ocorreu, segundo a ata, no endereço onde só existe a Contábil Corrêa.
A Copenhagen é investigada pela Polícia Federal (PF) por suspeita de ocultação de patrimônio no caso Master.
