A ex-presidente da Caixa e coordenadora de economia da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, disse nesta 4ª feira (26.ago.2026) que um eventual mandato do senador fará uma “reforma da reforma” tributária. A economista defende uma pausa na implementação da reestruturação na cobrança de impostos, aprovada pelo Congresso em 2023 e já em fase de regulamentação.
Daniella Marques avalia que a reforma tributária, da forma como foi desenhada, não atingirá o objetivo de transformar 5 impostos em 2. Ela critica principalmente o IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que, segundo a economista, será de pelo menos 28%, acima da média de 19% da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
“Existe muita incerteza em relação à implementação. As empresas não sabem se adotam ou não o regime. É desconhecido qual vai ser a alíquota, porque o governo está escondendo do pagador de impostos, justamente, porque vai ser a maior alíquota do mundo”. Eles [Comitê Gestor da Reforma] disseram que só vão anunciar [o IVA] em novembro, para a reforma entrar ao regime de transição em janeiro, o que deixa uma insegurança jurídica enorme”, disse Daniella Marques a jornalistas depois de participação no evento Conexão ANPTrilhos, em Brasília.
Segundo a economista, a campanha de Flávio Bolsonaro não discorda do arcabouço da reforma nem da simplificação de impostos, mas entende que o arranjo atual inclui uma transição muito longa e uma alíquota de IVA “proibitiva”.
