A Receita Federal informou nesta 4ª feira (26.ago.2026), em Brasília, que arrecadou R$ 7,982 bilhões de janeiro a julho com o Imposto de Exportação sobre óleo bruto. A cobrança temporária, instituída pela MP (Medida Provisória) 1.340 de 2026, rendeu R$ 3,161 bilhões só em julho e foi classificada pelo órgão como um dos fatores não recorrentes que elevou a arrecadação federal no período. Leia a íntegra (PDF - 1 mB).
O dado consta do relatório “Análise da Arrecadação das Receitas Federais - Julho de 2026”, elaborado pelo Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita. No documento, o órgão destaca a arrecadação do Imposto de Exportação sobre óleo bruto ao explicar o desempenho das receitas administradas em 2026.
Além da cobrança sobre o petróleo, a Receita registrou R$ 11 bilhões em pagamentos atípicos de IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) no acumulado de janeiro a julho. O relatório não especifica quanto desse valor está relacionado ao setor petrolífero.
SETOR PETROLÍFERO
A atividade de extração de petróleo e gás natural respondeu por R$ 79,096 bilhões em receitas administradas pela Receita, excluídas as previdenciárias, de janeiro a julho. O valor representa crescimento real de 410,17% ante os R$ 15,504 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Só com IRPJ e CSLL, o setor recolheu R$ 32,457 bilhões, alta real de 183,96% na comparação anual.
