A safra 2026/27 de laranja avança no cinturão citrícola brasileiro em um cenário ainda desafiador para produtores e indústria. Segundo análise do Rabobank, a produção deve ficar próxima de 250 milhões de caixas, enquanto os preços seguem pressionados pela recuperação lenta da demanda global e pela percepção de que os estoques de suco voltaram a níveis mais relevantes.
De acordo com dados do Cepea, o preço da laranja destinada à indústria subiu de R$ 25 por caixa em maio para R$ 31 por caixa em agosto. Apesar da recuperação, o valor ainda está abaixo do custo de produção para uma parcela importante dos citricultores.
No mercado internacional, os futuros do suco de laranja concentrado e congelado, negociados em Nova York, permanecem próximos dos menores níveis desde 2022. Em meados de agosto, as cotações estavam próximas de US$ 1,45 por libra-peso, pouco acima da mínima do ano, de US$ 1,32 por libra-peso.
Na Europa, os vencimentos futuros para a commodities são negociados próximos de US$ 2.700 por tonelada, enquanto o suco não concentrado, estava em torno de US$ 900 por tonelada.
Para o Rabobank, a estimativa de produção do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), 13% inferior à safra anterior, está alinhada às projeções do mercado, mas não seria suficiente, neste momento, para provocar uma alta consistente dos preços. A demanda no varejo dos Estados Unidos e da Europa ainda não apresenta sinais claros de recuperação.
