O deficit primário acumulado das empresas estatais federais chegou a R$ 6,5 bilhões até abril de 2026, quase o dobro dos R$ 3,4 bilhões projetados pelo governo para o período. Os dados constam de acompanhamento do 2º bimestre aprovado pelo Tribunal de Contas da União, sob a relatoria do ministro Antonio Anastasia. Eis a íntegra do documento (PDF - 1 MB).
A deterioração de aproximadamente R$ 3 bilhões foi causada, em grande parte, pelo resultado negativo dos Correios. A estatal acumulou deficit de R$ 2,8 bilhões. O saldo restante foi atribuído a variações distribuídas entre as demais empresas controladas pela União.
O tribunal afirmou que o resultado não indicava, naquele momento, incompatibilidade com a meta anual, que admite deficit de R$ 6,8 bilhões para as empresas federais, consideradas as deduções e a possibilidade de compensação com o resultado do Governo Central. Também citou a apuração realizada pelo Banco Central com outra metodologia, que apontou um deficit inferior: R$ 5,9 bilhões nas estatais até abril.
Os Correios estão em processo de reestruturação financeira desde setembro de 2025. O plano foi financiado por um empréstimo de R$ 12 bilhões contratado no fim daquele ano, com aval da União, para cobrir passivos e reorganizar a empresa.
