O Habib’s, uma das marcas mais conhecidas do fast food brasileiro, teve nesta quarta-feira (26) seu pedido de recuperação judicial aprovado pela Justiça de São Paulo.
A dívida apresentada no processo é de mais de R$ 265 milhões.
A crise contrasta com a trajetória de uma empresa que cresceu justamente apostando em um dos conceitos mais simples do varejo: vender barato para ganhar escala.
A história começou em 1973, quando Alberto Saraiva, então com 19 anos e estudante de Medicina, assumiu a padaria da família.
Anos depois, ao adquirir uma lanchonete, conheceu o chef Paulo Abud, especialista em receitas da culinária árabe, como esfihas, quibes e homus - que depois vieram a se tornar o carro chefe da casa.
Em 1988, Saraiva abriu a primeira unidade da rede na Rua Cerro Corá, no Alto da Lapa, em São Paulo. Quatro anos depois, a empresa passou a expandir por meio de franquias, levando a marca para outras regiões brasileiras.
Ao longo dos anos, o Habib’s adotou um modelo verticalizado, no qual a própria companhia controlava diferentes etapas da produção para reduzir custos.
A estratégia ajudou a transformar a esfiha em símbolo da marca e sustentou uma série de promossões, com produtos vendidos por R$ 0,50 e até rodízio de esfihas a R$ 9,90.
