Cybercrime; hacker; crimes digitais; crimes virtuais
Kevin Horvart/Unplash
Os Estados Unidos afirmaram nesta quarta-feira (26) que interromperam uma operação de hackers ligada à China. Segundo o Departamento de Justiça americano, o grupo invadiu ou tentou invadir sistemas da Justiça, da NASA, do Federal Reserve (banco central dos EUA), do Senado e de outras instituições importantes do governo.
O Departamento de Justiça informou que apreendeu os domínios, os endereços usados na internet, de duas plataformas de invasão, chamadas QScan e QTRouter. Segundo as autoridades, as ferramentas faziam parte da operação.
Um documento apresentado à Justiça identificou como vítimas o Departamento de Energia dos EUA, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) e quatro empresas não identificadas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.
A embaixada da China em Washington não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters. O governo chinês costuma negar envolvimento em ataques virtuais.
Segundo o Departamento de Justiça, as plataformas eram administradas pela empresa chinesa Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company. As autoridades americanas afirmam que entre os clientes da empresa estavam o Ministério da Segurança do Estado da China, responsável pela inteligência civil do país, e o Exército de Libertação Popular.
A Nanjing Xinjiuwei também não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da agência feito fora do horário comercial.
Hackers ligados à China atacaram NASA, Senado e órgãos dos EUA, diz Justiça americana
