O câncer de pulmão impõe desafios para o diagnóstico e o tratamento, especialmente pela complexidade para identificar o tipo e o estágio do tumor. A definição da conduta pode exigir exames de imagem mais sofisticados e até procedimentos cirúrgicos, o que pode atrasar o início da terapia e impactar as chances de sobrevida dos pacientes.
A dificuldade foi discutida no evento Oncologia em Pauta - Câncer de Pulmão, promovido pelo Instituto Vencer o Câncer, em Brasília, nesta 4ª feira (26.ago.2026). O oncologista clínico do Hospital Sírio-Libanês de Brasília Daniel Vargas disse que a complexidade do manejo da doença dificulta a adoção mais ampla de estratégias de rastreamento.
Segundo o médico, são necessárias cerca de 200 colonoscopias para diagnosticar um tumor de intestino e 250 mamografias para identificar um caso de câncer de mama. No câncer de pulmão, são necessárias tomografias em cerca de 320 pacientes para evitar uma morte pela doença. Para Vargas,“a complexidade do manejo de câncer de pulmão torna o que fazer na jornada do paciente um desafio muito complexo para a incorporação mais universal do rastreamento”.
O médico também explicou que, depois da identificação do tumor, o estadiamento (etapa que determina a extensão da doença e ajuda a definir o tratamento) pode exigir exames mais avançados e procedimentos invasivos.
“Em outros tumores, basta uma tomografia de tórax e abdômen para seguir para o tratamento”, afirmou Vargas.
